Cheguei aquele edifício que me conhece tão bem quanto eu o conheço a ele e paralisei, não consegui entrar. A coragem apenas veio quando o J. veio ter comigo e me fez ver que estava na altura de enfrentar a realidade. Procurei o meu nome e dirigi-me para a folha que indicava as notas de Matemática. Devo ter estado uns poucos minutos a olhar para nota, ainda que tenha parecido uma eternidade, e comecei a sentir as lágrimas a quererem cair. De seguida olhei para a de Português e a dor amenizou um pouco. Olhei de novo para Matemática e não consegui controlar as lágrimas que caíam umas atrás das outras ao ser abraçada pela minha professora de português que notou o meu claro sofrimento.
O J. nunca me deixou, esteve sempre lá do meu lado a abraçar-me e a tentar animar-me ainda que em vão. A dor era horrível, sufocava. Naquele momento a realidade abatia-se sobre mim. Se até ali achava que o meu sonho não se podia concretizar, naquele dia restava-me apenas aceitar esse veredicto. O meu mundo tornou-se mais pequenino e parte de mim adormeceu.
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